sábado, 16 de abril de 2011

Hoje não me permitirei sonhar.

Ontem foi um dia estranho, foi um dia de lembranças. Ontem eu disse para mim mesmo "Hoje eu irei sonhar, o máximo que puder, até doer". E com isso eu sonhei, vivi uma vida inventada e imaginando como seria se tudo fosse perfeito. Se foi bom? Claro que sim! Mas é torturante voltar para a realidade e ver que o que se sonhou não é real.
Dizem que se sonhar com força o que é desejado se torna real. Acho que a minha vida inteira fiz isso e as coisas continuaram as mesmas. Acho que é até possível, mas tudo dependerá das circunstâncias e oportunidades que o destino joga.
Mas como eu disse no título: HOJE NÃO ME PERMITIREI SONHAR! Não faz bem à minha saúde, sempre termino com idéias suicidas e isso não é agradável. É uma perda de tempo.

domingo, 10 de abril de 2011

O que está faltando?

Eu olho para a tela do meu note, olho para o teclado. Às vezes algo em minha cabeça diz para eu começar a escrever, e diz o que escrever, mas eu não consigo tirar da cabeça e passar para o computador.
É assim também em relação a estudar, vontade eu tenho, porém eu não consigo estudar. Sempre aparece algo mais interessante a se fazer ou uma necessidade.
Como agora, uma súbita sede surgiu e tive que ir matá-la com leite. No caminho para o quarto eu me encontrei com o espelho e necessitei ver os meus músculos (eu sei, sou fútil). Agora estou com vontade de parar de escrever para eu poder encontrar alguma música.
Já lembrei de uma para pesquisar... mas não a encontrei.
Vou tentar dormir.
Obrigado. (não sei por que agradeci, apenas senti a vontade de fazer isso)

Quando passamos por cima de nós mesmos.

Hoje não estou com o ódio no coração como eu estava na última postagem. Até me arrependo um pouco sobre o que escrevi, mas não apagarei pois foi algo que eu estava sentindo naquele momento.
Começo essa postagem em uma madrugada de sábado para domingo, quase 2h00 AM. Eu estava dormindo quando recebi a ligação que condenaria esta noite, ou melhor, eu seria condenado. Foi um festival de humilhação, uma overdose de humilhação. Eu implorei para ver a pessoa que estava me ligando, praticamente chorei ao telefone, falando coisas ridículas e que agora me deixam envergonhado. A pessoa provavelmente foi dormir com o ego inflado, pois o que passa na cabeça de alguém ligar tarde da noite para outra se ele não a quer ver? O pior, ele não ligou, apenas deu um toque e eu retornei. Será que ele quer que eu não o esqueça? Agora não há mais dúvidas, ele não gosta de mim mas quer me ver sendo admirador dele. O pior foi uma de suas últimas frases, "pare de bichices!", tudo porque eu perguntei se ele não queria me ver hoje.
Eu mereço isso? Eu realmente mereço isso? Será que estou pagando pelo mal que fiz a um certo alguém que realmente me amou?
Que vergonha de mim mesmo, esse comportamento foi uma falha enorme. Isso não podia ter acontecido! Eu sei, estou em fase de abstinência, foi como se eu tivesse uma recaída pela minha droga predileta.
Aquela mulher tinha razão, eu passo por cima de mim mesmo. Eu não sei ME amar, coloco os outros em primeiro lugar, não me valorizo.Sintoma de baixa auto-estima.
Mas isso acabou. Hoje, já 10 de abril de 2011, prometo a mim mesmo que não permitirei ninguém passar em minha frente. Eu sei, errei, errei feio e me perdoarei por isso com a promessa que estou fazendo esta noite. Acabou. Eu estava fazendo tudo certo até colocar sentimento, foi quando eu perdi o controle.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E tudo se tornou real.

E tudo se tornou real, aquele que antes vivia uma sub vida sonolenta acordou. Mas ele deixou de existir, passou a ser uma lembrança.
Tudo se tornou obvio, ele não existia mais. O último suspiro de esperança e bondade se foi, as lágrimas se secaram, não havia amor. Não há sentimentos, emoção. A vida matou os seus sonhos e por isso ele acordou, a vida deu o soco que a tanto tempo se esperava.
No lugar dele surge uma nova pessoa, um novo eu, mais esperto, louco e forte. Há algo inquieto dentro dele, gritando e se debatendo. A sua expressão mudou, o sorriso tímido que antes existia agora se tornou de escárnio. Ele estava sangrando e pensou "Finalmente a liberdade, agora você sabe que eu existo". E com isso ele soube o seu final naquele momento, que seria por suas próprias mãos. Isso era certo, era o correto a se fazer.
Tudo tinha se tornado claro, a bondade nunca existiu em seus olhos, ele mentiu para ele mesmo esse tempo inteiro.
Eu quero correr, sem olhar para trás. Correr, correr, correr, correr, correr. Até me cansar, não só o corpo mas também o cérebro, a alma.
Ele parou para ouvir a sua respiração, ele nunca tinha respirado daquele jeito.