domingo, 17 de julho de 2011

Velha conhecida.

Pode parecer clichê dizer isso, mas para mim escrever é um parto! Durante o processo é uma dor sufocante que me faz sentir ser a pessoa mais acéfala do mundo. Mas quando digito o meu último ponto final, surge um prazer imenso ao contemplar o que eu dei vida. O meu único problema é que eu não tenho coragem de expor o meu orgulho ao mundo, mas eu realmente queria isso?
Domingo à noite. Em casa. Rádio ligado. Cachorro dormindo aos meus pés, um sono tão pesado e tranquilo que me faz sentir inveja. Admiro a capacidade daqueles que dormem profundamente, dom que eu não possuo mesmo nos dias que deito na cama quase ao amanhecer (desperto às 08h00min regularmente).
Hoje estou escrevendo pouco antes de ir dormir, ao contrário dos outros domingos que escrevo durante a manhã. A vontade de materializar o que ocorre em minha cabeça surgiu com o seguinte pensamento: Hoje a Depressão não veio me visitar.
A Depressão pensa que é uma amiga íntima, afinal me acompanha a muitos anos, mas não consigo assumi-la ao mundo e nem pretendo fazer isso. Acho deplorável pessoas que gritam "EU TENHO DEPRESSÃO, OLHEM PARA MIM", para mim isso é um atestado de carência. Fazer com que os outros tenham pena de você não te fará sentir melhor, apenas se enterrará ainda mais. Penso: NINGUÉM ESTÁ INTERESSADO NOS PROBLEMAS INTERNOS ALHEIOS, SOMOS MUITO EGOÍSTAS PARA ISSO. Então por mais triste que eu esteja e por mais rasgante esteja a dor por dentro de mim, prefiro dar o meu melhor sorriso e dizer "Eu estou ótimo!", e eu acredito.
Mas voltando a ausência da velha conhecida, hoje ela não apareceu. Até comecei a ouvir algumas músicas melancólicas e suicidas para ver se ela surgiria, afinal é domingo à noite e até cheguei a considerar que este era o horário fixo dela, porém hoje ela faltou.
Não estou querendo escrever algo auto-ajuda e nem sei se estou sobre um efeito desse, mas noto que faz dias que a Depressão tem se tornado escassa, faltosa. Nunca fiz questão dela, sempre a escondi, e para ser sincero quero dizer "Isso mesmo, cai fora! Cansei de sentir pena de mim mesmo, não mereço."
Mas com isso eu me pergunto: então estou feliz? E rapidamente me respondo: Claro que não! Se eu não estou triste e não estou feliz, resta-me dizer: Estou neutro.
A neutralidade é a arte de não sentir nada, quase beirando ao sublime. É apenas viver em modo automático, fazer o cérebro agir rapidamente a certos comandos. Isso é bom, nada mais. Apesar de se situar no meio, eu sinto que esse estado está se inclinando à Felicidade, uma relação que eu e o resto do mundo estima muito, espero que dê certo. E quem não quer?
Não acredito que a Depressão sairá por completo de minha vida, haverá dias que ela fará participações especiais. Mas só o fato de saber que ela já não faz mais parte do elenco principal de minha vida é reconfortante.
Bem-vinda, Felicidade. Eu te espero há muito tempo!

domingo, 22 de maio de 2011

Goodbye, stranger.

Esta não é uma postagem triste.
Olá. Hoje é domingo, 22 de maio de 2011. Acabo de fazer os meus exercícios (quase) diários e estou esperando o meu almoço, apesar de eu já estar sonolento.
A respeito da minha noite? Foi bem, obrigado. Mas descobri que sou mais convencional do que eu imaginava, não sou seguro o bastante para certas modernidades. Sorte que não havia sentimentos no jogo!
Mas não é a respeito disso que quero falar, não sei se é a última vez que falarei dele, espero que sim. Eu sei que escrever é mágico e doloroso às vezes, e quanto mais eu falo maior se torna o monstro.
Por isso procurarei ser objetivo.
Tudo indica que desta vez acabou pois os mistérios foram revelados, ele foi objetivo e eu... bem, tentei, mas acho que consegui transmitir a mensagem. Tenho que escrever isso rápido pois só de começar a lembrar sinto algo estranho no estômago (segundo a minha irmã, isso é ruim, coisas boas nós sentimos no coração).
Tudo o ocorreu nessa seqüência: EU liguei para ele. Meia noite na casa dele. Sexo superficial. Dormimos juntos, mas não abraçados. Ligação às quatro da manhã. Um pedido estranho para dormir na casa dele, ele negou pois "havia gente" (EU).
Quando ele desligou, eu não consegui mais fingir dormir pois a minha dignidade estava gritando. Levantei-me e comecei a me arrumar para ir embora, ele não entendeu e achou que eu estava blefando. Não discutimos. Ele por pouco me convenceu, mas a falta de toque, Deus, trouxe-me novamente para a realidade. E pela primeira vez ouvimos nossas vozes, falei o que eu sentia e ele disse "pare de bichisse", e eu disse "não, isso não é bichisse, estou sendo muito homem para falar isso".
Não brigamos, mas ele não queria me deixar ir embora. Então com a voz fraca, sentindo o choro na garganta querendo ser vomitado, eu pedi "por favor, me deixe ir embora". Acho que foi o meu pedido de liberdade, soltar-me do que sinto. E ele viu que eu estava seguro do que eu estava pedindo. E me libertou. Nós nos despedimos timidamente. Ele "tchau" e eu "até mais", eu me arrependido de ter dito isso, eu deveria ter dito "tchau".
Escrever isso me fez mal, assumo. Prometo a mim mesmo que será a última vez que pensarei e falarei sobre o assunto.
Quem estou tentando enganar? Até pode ser a última vez que estou falando/escrevendo sobre esse assunto, mas esquecerei fácil? Eu tenho que tentar.
Razões: Não era certo, não há motivos para ilusão. É tolice insistir em algo que se sabe que não dará certo.
Sobre a dor? É normal, já sofri piores e superei. Eu sei que quando eu encontrar alguém que me satisfaça, que eu me apaixone, este "ele" será apenas mais um. Tenho que me conformar, ele será apenas uma vaga lembrança. Nada é perfeito, felizmente. Eu estou superando e crescendo.
Afinal, isso é a vida.

domingo, 15 de maio de 2011

I'm cool.

Mais um domingo, já passamos do meio dia. Neutro? Não sei. Realmente não sei. Se estou feliz ou melancólico, acredito que mais feliz, mas de uma maneira sem graça.
Não lembro se na minha última postagem eu estava alegre ou depressivo. Lembro da minha última tentativa de escrever, quarta-feira, em que "ele" me ligou.
Foi tão... inesperado. Não quero perder o meu tempo descrevendo os acontecimentos, apesar de rápido, foram momentos tensos. Ainda não descobri se foi bom ou ruim.
Estou percebendo que "ele" me quer. Sim, quer. Mas de uma maneira não tão séria, o rótulo é ausente. Eu nunca havia experimentado a paixão de um modo tão descompromissado, fico espantado ao ver que está durando. Porém, como eu disse: quero um sinal de afeto.
Uma ligação inesperada não significa afeto, pode significar inúmeras coisas, como por exemplo, apenas um desejo da carne. É estranho ver que essa é a hipótese que mais considero coerente para a ligação.
Ontem eu o tornei real para alguém próximo dele, mas esse alguém não achou muito surpreendente. Eu não estava aguentando, eu queria falar, apesar que agora me sinto um pouco estúpido (morro de medo do alguém abrir a boca).
Descobri que "ele" é realmente uma pessoa estranha e que não faz o tipo caçador em festas do gênero. Assumo que fiquei feliz ao saber disso, tanto que me comuniquei com ele através de uma mensagem assim que eu cheguei em casa, cerca de 4h00 da manhã. Até agora ele não respondeu, nem sei se recebeu, mas eu não mandei com intuito dele responder, apenas no intuito dele saber que não o esqueci.
Se vou me arrepender disso tudo que eu fiz e achar tudo o que escrevi de modo carinhoso a respeito dele? Sim, lógico. Mas sei que ele me compensará em seguida e faremos amor mais uma vez.
Assim é a nossa relação, cada um tem o seu momento de machucar e de demonstrar atenção. Só não sei por quanto tempo irei aguentar isso, acredito que até eu encontrar alguém mais interessante, só desse modo para eu sair dessa.
Eu estou tentando.

domingo, 8 de maio de 2011

Mais um domingo.

Eram oito e meia da manhã quando acordei com a claridade do sol, algo que me impossibilita dormir por mais sonolento que esteja. Fiz o ritual sagrado de todas as manhas: orei, disse bom dia aos meus pais, escovei os dentes, tomei café da manhã e escovei os dentes novamente. Liguei o computador e outros rituais: orkut, facebook, msn, Papel Pop, X-Britney. Tudo nessa ordem.
Passei boa parte do tempo no msn falando para os meus amigos como tinha sido a minha noite anterior, que não foi legal, mas já esperado. Acho que estou me curando, pois não sinto mais atração pela noite e não me sinto mal por isso. Ainda me sinto vazio, mas feliz por perceber que não necessito de badalações em minha vida.
Um resumo da minha noite anterior: festa, pessoas arrumadas e bonitas, futilidade, falsidade, barulho, desespero, atração, sexo, carne e superficialidade. Não que eu tenha participado disso tudo, eu apenas fui um espectador na maior parte (eu me incluo em pessoas arrumadas e bonitas, falsidade e superficialidade). Vi o quanto tudo aquilo não me faz falta.
Não acredito que estou me tornando amargurado ranzinza, apenas estou amadurecendo e escolhendo os caminhos que quero tomar. Qual é o problema de querer uma vida tranquila e rir de modo descontraido? Eu definitivamente não sou um caçador, nunca fui. Para mim, as coisas devem ocorrer naturalmente, a atração deve surgir sem forçar a barra.
Mas antes disso, ele me ligou. Sim, ele me ligou enquanto eu estava me arrumando para ir a esta festa. Não achei que ele fosse me ligar, quando ouvi o meu celular tocando pensei que fosse um amigo avisando que iria. Mas não era. O telefone parecia gritar mais alto que o habitual, senti que a minha respiração parou quando vi aquele número. Eu simplesmente não atendi, apesar de querer ouvir a voz dele, em seguida exclui o seu número para eu não cair em tentação e ligar depois.
Posteriormente, no meio de todo o barulho, não nego que pensei "eu estaria melhor se eu estivesse com ele, independente de estar fazendo algo ou não. A presença dele me bastaria. Sorte que eu exclui o número o número, senão eu estaria ligando dizendo que iria para a casa dele."
Se eu o amo? Acredito que não, apesar de ser o maior relacionamento, mesmo sendo impessoal, que eu já tive. Mas eu penso nele, escrever isso me faz pensar nele, o que me faz sentir um tolo. Eu queria uma demonstração de real afeto por parte dele, mas enquanto não fizer isso eu me sentirei sendo apenas um pedaço de carne, apenas sexo. Não preciso disso, a minha dignidade não permite. Então a solução é me afastar até se tornar algo insosso.
Fui embora da festa relativamente cedo, pois a atração principal ainda nem havia aparecido. Não, eu não quero ir a outra festa nesse estilo. É fato: eu não gosto disso e não faz parte de mim.
Agora estou aqui, pensando em almoçar e estudar um pouco mais.
Eu queria me compreender...

sábado, 16 de abril de 2011

Hoje não me permitirei sonhar.

Ontem foi um dia estranho, foi um dia de lembranças. Ontem eu disse para mim mesmo "Hoje eu irei sonhar, o máximo que puder, até doer". E com isso eu sonhei, vivi uma vida inventada e imaginando como seria se tudo fosse perfeito. Se foi bom? Claro que sim! Mas é torturante voltar para a realidade e ver que o que se sonhou não é real.
Dizem que se sonhar com força o que é desejado se torna real. Acho que a minha vida inteira fiz isso e as coisas continuaram as mesmas. Acho que é até possível, mas tudo dependerá das circunstâncias e oportunidades que o destino joga.
Mas como eu disse no título: HOJE NÃO ME PERMITIREI SONHAR! Não faz bem à minha saúde, sempre termino com idéias suicidas e isso não é agradável. É uma perda de tempo.

domingo, 10 de abril de 2011

O que está faltando?

Eu olho para a tela do meu note, olho para o teclado. Às vezes algo em minha cabeça diz para eu começar a escrever, e diz o que escrever, mas eu não consigo tirar da cabeça e passar para o computador.
É assim também em relação a estudar, vontade eu tenho, porém eu não consigo estudar. Sempre aparece algo mais interessante a se fazer ou uma necessidade.
Como agora, uma súbita sede surgiu e tive que ir matá-la com leite. No caminho para o quarto eu me encontrei com o espelho e necessitei ver os meus músculos (eu sei, sou fútil). Agora estou com vontade de parar de escrever para eu poder encontrar alguma música.
Já lembrei de uma para pesquisar... mas não a encontrei.
Vou tentar dormir.
Obrigado. (não sei por que agradeci, apenas senti a vontade de fazer isso)

Quando passamos por cima de nós mesmos.

Hoje não estou com o ódio no coração como eu estava na última postagem. Até me arrependo um pouco sobre o que escrevi, mas não apagarei pois foi algo que eu estava sentindo naquele momento.
Começo essa postagem em uma madrugada de sábado para domingo, quase 2h00 AM. Eu estava dormindo quando recebi a ligação que condenaria esta noite, ou melhor, eu seria condenado. Foi um festival de humilhação, uma overdose de humilhação. Eu implorei para ver a pessoa que estava me ligando, praticamente chorei ao telefone, falando coisas ridículas e que agora me deixam envergonhado. A pessoa provavelmente foi dormir com o ego inflado, pois o que passa na cabeça de alguém ligar tarde da noite para outra se ele não a quer ver? O pior, ele não ligou, apenas deu um toque e eu retornei. Será que ele quer que eu não o esqueça? Agora não há mais dúvidas, ele não gosta de mim mas quer me ver sendo admirador dele. O pior foi uma de suas últimas frases, "pare de bichices!", tudo porque eu perguntei se ele não queria me ver hoje.
Eu mereço isso? Eu realmente mereço isso? Será que estou pagando pelo mal que fiz a um certo alguém que realmente me amou?
Que vergonha de mim mesmo, esse comportamento foi uma falha enorme. Isso não podia ter acontecido! Eu sei, estou em fase de abstinência, foi como se eu tivesse uma recaída pela minha droga predileta.
Aquela mulher tinha razão, eu passo por cima de mim mesmo. Eu não sei ME amar, coloco os outros em primeiro lugar, não me valorizo.Sintoma de baixa auto-estima.
Mas isso acabou. Hoje, já 10 de abril de 2011, prometo a mim mesmo que não permitirei ninguém passar em minha frente. Eu sei, errei, errei feio e me perdoarei por isso com a promessa que estou fazendo esta noite. Acabou. Eu estava fazendo tudo certo até colocar sentimento, foi quando eu perdi o controle.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E tudo se tornou real.

E tudo se tornou real, aquele que antes vivia uma sub vida sonolenta acordou. Mas ele deixou de existir, passou a ser uma lembrança.
Tudo se tornou obvio, ele não existia mais. O último suspiro de esperança e bondade se foi, as lágrimas se secaram, não havia amor. Não há sentimentos, emoção. A vida matou os seus sonhos e por isso ele acordou, a vida deu o soco que a tanto tempo se esperava.
No lugar dele surge uma nova pessoa, um novo eu, mais esperto, louco e forte. Há algo inquieto dentro dele, gritando e se debatendo. A sua expressão mudou, o sorriso tímido que antes existia agora se tornou de escárnio. Ele estava sangrando e pensou "Finalmente a liberdade, agora você sabe que eu existo". E com isso ele soube o seu final naquele momento, que seria por suas próprias mãos. Isso era certo, era o correto a se fazer.
Tudo tinha se tornado claro, a bondade nunca existiu em seus olhos, ele mentiu para ele mesmo esse tempo inteiro.
Eu quero correr, sem olhar para trás. Correr, correr, correr, correr, correr. Até me cansar, não só o corpo mas também o cérebro, a alma.
Ele parou para ouvir a sua respiração, ele nunca tinha respirado daquele jeito.

domingo, 13 de março de 2011

A espera do conto.

Domingo, quase fim de tarde. Daqui a pouco começa o momento mais depressivo da semana para mim pois começo a me despedir dos meus dias de folga. Segunda-feira já está chegando e tenho que reunir todas as minhas forças para encará-la.
Para me ajudar neste momento eu comecei a escrever. Estou tentando finalizar um conto que estou tentando escrever a mais de um ano. Chama-se "A Espera de Lola", parece que quanto mais o tempo passa, menos eu consigo escrever.
Quero contar a história de Lola, uma mulher solteirona pouco atraente que vai a um encontro às escuras arranjado por sua amiga de trabalho. O conto é ambientado em um restaurante, Leve Paladar, mostrando o período em que Lola espera por seu pretendente, cada homem que ela vê entrar pela porta seu coração dispara achando que é quem ela quer.
O meu objetivo é mostrar a angustia de uma pessoa que não é feliz no amor mas que espera ser bem sucedido algum dia.
Ainda não decidi o final, se será bom ou ruim, se ela realmente se encontrará com o suposto príncipe idealizado. Mas há algo em minha cabeça.
Não sei a razão de eu não conseguir escrever isso, está praticamente pronto em minha cabeça! O que será que EU estou esperando?
Sinto que enquanto não terminar isso não seguirei em frente, não conseguirei escrever outras coisas.
Vou tentar terminar ainda hoje. Boa sorte para mim.

sábado, 12 de março de 2011

A volta da escrita.

Apesar de não ser o meu grande amor desde o início de minha vida letrada, a expressão através da escrita fez parte de mim por muitos anos, pois nesta maneira fui feliz, criei realidades e fugi dos meus pesadelos. Mas em um dia chuvoso acordei achando tudo isso inútil, perdeu a graça e não quis mais saber da escrita, do amor e da esperança. Digamos que passei a viver em modo automático, guardei o que eu sentia em um lugar vazio dentro de mim. De vez em quando batia uma vontade de resgatar tudo e voltar, porém logo passava.
Nesta madrugada de 12 de março de 2011 tudo explodio dentro de mim e eu quero escrever. Quero esquecer da realidade, refazer o meu mundo, criar novos amores e ser o protagonista de uma vida. Já vou avisando que estou enferrujado e não sei se ainda consigo escrever com coesão e coerência, mas tentarei o máximo possível. Decidi também evitar refazer cada frase que escrevo, tudo sairá natural e de primeira, apenas eu lerei isso então não há motivos para insegurança.
É isso (até esta hora).