domingo, 8 de maio de 2011

Mais um domingo.

Eram oito e meia da manhã quando acordei com a claridade do sol, algo que me impossibilita dormir por mais sonolento que esteja. Fiz o ritual sagrado de todas as manhas: orei, disse bom dia aos meus pais, escovei os dentes, tomei café da manhã e escovei os dentes novamente. Liguei o computador e outros rituais: orkut, facebook, msn, Papel Pop, X-Britney. Tudo nessa ordem.
Passei boa parte do tempo no msn falando para os meus amigos como tinha sido a minha noite anterior, que não foi legal, mas já esperado. Acho que estou me curando, pois não sinto mais atração pela noite e não me sinto mal por isso. Ainda me sinto vazio, mas feliz por perceber que não necessito de badalações em minha vida.
Um resumo da minha noite anterior: festa, pessoas arrumadas e bonitas, futilidade, falsidade, barulho, desespero, atração, sexo, carne e superficialidade. Não que eu tenha participado disso tudo, eu apenas fui um espectador na maior parte (eu me incluo em pessoas arrumadas e bonitas, falsidade e superficialidade). Vi o quanto tudo aquilo não me faz falta.
Não acredito que estou me tornando amargurado ranzinza, apenas estou amadurecendo e escolhendo os caminhos que quero tomar. Qual é o problema de querer uma vida tranquila e rir de modo descontraido? Eu definitivamente não sou um caçador, nunca fui. Para mim, as coisas devem ocorrer naturalmente, a atração deve surgir sem forçar a barra.
Mas antes disso, ele me ligou. Sim, ele me ligou enquanto eu estava me arrumando para ir a esta festa. Não achei que ele fosse me ligar, quando ouvi o meu celular tocando pensei que fosse um amigo avisando que iria. Mas não era. O telefone parecia gritar mais alto que o habitual, senti que a minha respiração parou quando vi aquele número. Eu simplesmente não atendi, apesar de querer ouvir a voz dele, em seguida exclui o seu número para eu não cair em tentação e ligar depois.
Posteriormente, no meio de todo o barulho, não nego que pensei "eu estaria melhor se eu estivesse com ele, independente de estar fazendo algo ou não. A presença dele me bastaria. Sorte que eu exclui o número o número, senão eu estaria ligando dizendo que iria para a casa dele."
Se eu o amo? Acredito que não, apesar de ser o maior relacionamento, mesmo sendo impessoal, que eu já tive. Mas eu penso nele, escrever isso me faz pensar nele, o que me faz sentir um tolo. Eu queria uma demonstração de real afeto por parte dele, mas enquanto não fizer isso eu me sentirei sendo apenas um pedaço de carne, apenas sexo. Não preciso disso, a minha dignidade não permite. Então a solução é me afastar até se tornar algo insosso.
Fui embora da festa relativamente cedo, pois a atração principal ainda nem havia aparecido. Não, eu não quero ir a outra festa nesse estilo. É fato: eu não gosto disso e não faz parte de mim.
Agora estou aqui, pensando em almoçar e estudar um pouco mais.
Eu queria me compreender...

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